Então você também tem uma pilha de livros não lidos…
Quem nunca olhou para a própria estante e sentiu um misto de orgulho e culpa diante daquela pilha de livros ainda intocados? Mais do que um sinal de procrastinação, esses volumes não lidos representam curiosidade, ambição intelectual e a consciência de que sempre há algo novo a aprender. Ter livros esperando pela sua vez é, de certa forma, um lembrete físico dos caminhos que você ainda pode explorar, das ideias que ainda podem desafiar suas certezas e das histórias que podem ampliar sua visão de mundo. No fim, a pilha não é um fracasso — é um mapa aberto de possibilidades.
Plinio Okamoto
2/21/20261 min read


Pode ser Tsundoku. Aquele hábito de acumular leitura para depois que, olhando pelo lado generoso, pode significar curiosidade ativa. Repertório em formação.
Uma espécie de antilivraria: não só o que você sabe, mas a consciência clara do que ainda não sabe.
Num mundo saturado de IA, informação virou commodity. Pergunta boa, repertório vivo e capacidade de conexão viraram diferencial.
Mas existe o outro lado.
A Infobesidade é real. Salvar tudo (links de youtube, PDFs, posts), consumir nada, viver na sensação permanente de atraso. A pilha deixa de ser radar e vira ruído.
Livro não lido pode ser potência.
Ou só ansiedade intelectual empilhada.
A diferença costuma estar numa coisa simples: intenção real de voltar ali quando a pergunta certa aparecer.
A minha? Honestamente… é uma mistura dos dois.