A grande ressaca da IA: a Fadiga do Sintético
Depois do encantamento inicial com a IA generativa, começa a surgir um efeito colateral: saturação. A avalanche de conteúdos tecnicamente perfeitos, porém cada vez mais parecidos e impessoais, faz o público filtrar automaticamente o que parece sintético demais. O desafio agora não é gerar mais, mas usar a IA para potencializar intenção, repertório e visão humana.
Plinio Okamoto
2/20/20261 min read


Passamos da fascinação para a saturação.
A promessa da IA Generativa era irresistível: escala infinita, personalização em massa e custo quase zero. O sonho do conteúdo sempre ativo sem esgotar equipes criativas.
Corta para agora: a festa acabou.
O que vemos não é rejeição à tecnologia, mas saturação comportamental. Inundamos a internet com “workslop”: conteúdo correto, polido, impecável… e vazio de intenção humana.
O público percebeu. E se adaptou.
Assim como ignoramos banners nos anos 2000, com o efeito "Banner Blindness", hoje o cérebro desenvolveu a Cegueira de IA. Não é sobre onde o conteúdo está localizado na página, mas sobre sua textura: tom genérico, estética perfeita demais, estruturas repetidas. O filtro é automático: “se ninguém gastou tempo real criando isso, eu não vou gastar meu tempo consumindo”.
Se a IA democratizou a perfeição técnica, a imperfeição humana virou luxo.
O futuro não é gerar mais. É usar IA para amplificar a intenção humana, não substituí-la.
Menos volume. Mais alma.
(Ou não?)